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Em breve nos encontraremos...



Em breve nos encontraremos...

 

Foram horas, dias, meses de convivência, carinho e amizades. Esse é o ponto final de uma trajetória de 11 meses pessoal. O “Távola Redonda” encerra suas atividades hoje.

 

Os motivos são vários e sei que devo uma explicação aos amigos e amigas que me fizeram companhia durante todo esse tempo. Vocês estiveram do meu lado em momentos alegres e tristes, nas primeiras batalhas dessa vida “adulta”, e sou grato a todos por isso.

 

Adoro este espaço e sentirei muita falta... mas escrever aqui virou uma obrigação. E eu sempre prometi a mim mesmo que no dia que isso acontecesse, o “Távola” teria perdido sua razão de ser. Vida corrida e a necessidade de dimensionar melhor minha rotina também são motivos. O tempo em leituras para o blog e cuidados com as atualizações vai ser utilizado de outra forma e com outros objetivos agora. Sinto muito, pessoal.

 

Meus planos de vida não mudaram... o que quero é centralizar ainda mais minhas atividades. Eu tenho um sonho e alguns objetivos pendentes de cumprimento. Aqueles que me conhecem um pouco melhor sabem o quanto isso é importante para mim: eu nunca deixo as coisas inacabadas.

 

Eu tenho uma missão a cumprir e estou apostando todas as fichas na realização de um sonho. Torçam por mim amigos, adoro vocês!!!

 

Beijos, abraços e o carinho deste (agora) ex-blogueiro...

 

Antônio José Xavier Oliveira

 

P.S.: Vou deixar o espaço no ar, para que possa visitar os amigos blogueiros vez ou outra... da mesma forma, sintam-se livres para utilizar o e-mail de contato (canto superior direito da tela) sempre que precisarem de um help desse amigo aqui...


Álbum de Família (parte 1)


Álbum de Família...

 

Tudo começou como sempre... No limiar de mais um conflito, eu (e essa minha boca enorme), achando que tenho a obrigação de controlar tudo (autocrítica... yes, i’m a control freak!), acabei por assumir uma tarefa hercúlea (lembra do Hércules? Aquele que era filho de Zeus? Pois é... só que eu não sou um semi-deus como ele...). Quase tudo de importante em minha vida adulta começa assim: Eu + minha boca grande + mania de controlar tudo = (!!!)

 

Poucos dias após a perda do meu avô, alguns dos meus tios já questionavam minha avó acerca das fotos da família. Entendo perfeitamente a necessidade de cada um deles de possuir para si uma lembrança daquele homem (aqui) cuja presença e ensinamentos moldaram aquilo que de melhor pode ser encontrado neste clã... todavia, percebendo que um conflito estava prestes a se instaurar e, detalhe, sem perguntar a ninguém se concordavam com minha proposta, avisei que transformaria todas as fotos da família num álbum digitalizado. Logo, todos teriam tudo (ou seja, todas as fotos...), e não haveria batalha.

 

Tarefa simples... isso era o que eu pensava! Basta scanear as fotos e depois gravá-las num CD ou DVD e todos poderiam ter a sua própria edição do álbum de família. A primeira missão era reunir as fotos. A partir daí eu percebi o castigo que havia me imposto... fazem 7 meses desde que comecei esse trabalho e ainda não tenho todas aqui comigo. Família grande, avô e avó, 7 filhos, 10 netos(as) e 4 bisnetos... isso sem contar as famílias anexas (irmãos e irmãs de meus avós que também casaram e tiveram filhos, que tiveram filhos e que já estão, também, tendo seus filhos... para se ter a idéia se pegarmos todos os núcleos familiares ligados, a conta supera os 3 dígitos!!!)

 

Restringi o álbum ao núcleo formado pelo meu avô e minha avó... com exceção das fotos coletivas em família (que acabam incluindo pessoas fora do núcleo selecionado). Sou louco, mas não sou burro. Ainda assim, o número de fotos que passaram a ser objeto de minha análise chega à casa das 2.000 fotos. (Ressalva: Nem todos aqueles que se comprometeram em me fornecer material já cumpriram seu compromisso, logo, a conta deve subir ainda mais...)

 

A segunda missão era selecionar as fotos. Algumas desgastadas pelo tempo, outras repetidas... sem falar naquelas que merecem ser esquecidas (é assim quando se revira o passado, inevitável). É nesta fase que ainda me encontro... 8 meses depois da morte de meu querido pai-avô.

 

(Continua...)

Álbum de Família (parte 2)


 

Vocês devem estar achando que esse texto é um lamento... foi proposital, mas não é! Eu nunca estive tão feliz com essa minha (pré)disposição a chamar a responsabilidade para mim!!! É verdade que choro às vezes (que falta faz...), mas tem sido ótimo ver a minha família em tantos momentos alegres. É quase como se eu estivesse redescobrindo minhas origens, minhas raízes. Descobri minha mãe jovem... namorando! Descobri meus avós ainda recém-casados, com seus primeiros bebês no colo. Descobri meus tios e tias no colégio. Descobri os vários carros que meu avô teve durante sua vida. Redescobri a mim e aos meus primos brincando naquele que era o melhor lugar da nossa infância: debaixo das asas de nossos avós.

 

Vários casamentos, festas de aniversário, natais, dias dos pais e das mães... rostos jovens e cheios de sonhos... comemorações por sonhos realizados (formaturas, batizados...) e a realizar (vestibulares, noivados...). Festas a fantasia, carnavais, festas juninas... minha família em vários quadros.

 

Meu avô me deu muito quando estava aqui ao meu lado fisicamente e continua me presenteando. Aquilo que parecia uma enrascada, está se transformando numa viagem que vai, com certeza, transformar um pouco mais o meu ser. A cada foto, a cada lembrança, apaixono-me um pouco mais por minha família.

 

E me sinto mais e mais capaz de cumprir a missão que meu avô me incumbiu, pouco tempo antes de sua morte...

 

Estarei sempre atento meu velho...

 

Beijos e abraços pessoal!

 

Antônio José Xavier Oliveira                                                               

Limites...


Eu odeio ter de desistir. É isso. Confesso que meu espírito é kamikaze. Sem exageros e sem visões ocidentais/preconceituosas, caso tivesse nascido em meio a fundamentalistas islâmicos, eu seria um homem-bomba. Não se assustem, por favor. Não tenho tendências suicidas, nem problemas de depressão e auto-estima (pelo contrário). É apenas uma constatação dentro das várias viagens introspectivas que esse meu tempo de ócio me proporciona.

Há uma expressão em inglês que eu adoro: push into the edge, cuja tradução literal é uma droga (algo como: "empurrar para o abismo"), mas o sentido empregado é perfeito para mim: testar até o máximo os limites (meus, e daqueles que comigo convivem). Dessa tendência, tenho descoberto os detalhes com o passar dos anos, vem a minha mania de perfeição e o meu espírito combativo.

Eu sempre acredito que dá. Muitas vezes o adversário é mais forte, quase imbatível, e ainda assim eu compro a briga (os "quases" não existem por acaso, sempre penso...). Eu gosto de testar meus limites, gosto de comprar as disputas de meus amigos, sinto mais dor com a derrota deles do que com as minhas, e adoro mais ainda o fato de que eles sabem, não importa a batalha, mesmo que perdida, pode me chamar que eu luto junto.

"All in". A expressão do pôquer reflete bem minha tendência. Eu confio nas cartas que possuo (ou no meu blefe). Pago para ver e aposto tudo.

Só há uma chance de retrocesso... quando o contra-ataque está pronto e eu sei que voltarei à carga com mais sede ainda. Este ano começa assim... um pequeno "recuar", algumas baixas... mas minha alma anseia por mais disputas e novas vitórias. Batalhas podem ser perdidas, as guerras (let's see the big picture) nunca.

Eu sempre admirei a lenda do simples escudeiro que, ferido de morte por uma lança, arranca-a de seu próprio corpo e a usa para proteger as damas da corte dos mesmos bandidos que o feriram. Ele só se deixa morrer quando tem certeza de que sua missão fora cumprida. A certeza de que a nobreza não vem de berço, não é traduzida por um sobrenome ou pelas posses que o indivíduo ostenta, mas sim, que ela advém do potencial de seu coração e da coragem guardada em seu espírito é o que me acalenta...

Minha alma está pronta: armadura, elmo, espada e escudo. Nenhuma batalha será pequena demais...

Antônio J. Xavier




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